Pintor, dedicou-se também ao desenho, à gravura e ao magistério de arte. Em 1912, transferiu-se para Curitiba, onde começou a estudar pintura no ateliê de Alfredo Andersen, em 1922. Com bolsa do Município de Morretes e do Governo do Estado do Paraná, viajou para a Itália em 1927. Lá estudou na Real Academia de Arte de Veneza, orientado por Ettore Tito, Virgilio Guido e Vicenzo di Stefani. Em Veneza, onde residiu dez anos, participou do Salão de Artistas Venezianos (1928 a 1935) e da Bienal de Veneza (1930 e 1934). Integrou mostras também em Roma e Florença. Retornando ao Brasil, participou do Salão Nacional de Belas Artes (1939 a 1959, com medalha de prata em 1939). Realizou individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Depois de residir um tempo no Rio de Janeiro, voltou em 1959 para Curitiba, quando passou a exercer o magistério e posteriormente foi diretor da Escola de Belas Artes local. Em 1983, o Museu Nacional de Belas Artes apresentou uma retrospectiva de sua obra. Integra o acervo do referido museu e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outros. Em 1939, Menotti del Picchia escreveu sobre De Bona: “Libertado do fútil academismo, varrendo assim do espírito as forças estatísticas do passado, com os olhos bem abertos para as realidades do instante, este pintor é moderno no bom sentido: é uma resultante artística do seu tempo.”

Fonte: bolsadearte.com